Amor em tempos de pressa
- Renata Begosso

- há 23 horas
- 2 min de leitura
Atualizado: há 8 horas

Estamos imersos na cultura do imediatismo, da satisfação instantânea e passageira, do descarte. Passamos horas no celular, mas apenas vendo vídeos de poucos segundos. Se o texto for muito grande, nem começamos a ler. O áudio do WhatsApp está constantemente na velocidade 2x e, se tiver mais que 1 minuto, já enviamos pedindo desculpas, afinal, é quase um podcast.
O individualismo também esta em alta: o senso de coletivo tem diminuído cada vez mais, as grandes narrativas ideológicas e ideias revolucionárias têm perdido força, abrindo espaço para produções individuais e busca de identidades particulares.
Como isso reflete na maneira com que nos relacionamos?
Assim como em outros campos da vida, há pessoas que acabam buscando - ou tentando buscar - experiências de realização sem esforço ou sofrimento também na esfera amorosa, relações eventuais ou sem compromisso.
Em alguns casos, mesmo que exista o desejo de um relacionamento estável, pode ser difícil fazer essa escolha ou até mesmo se sentir preparado para ela.
Quando a ordem do dia é uma sociedade em que predominam ideias neoliberais e meritocráticas, ter um relacionamento pode acabar sendo encarado como “uma responsabilidade a mais”. Quando jovens e adultos se veem esgotados e as demandas para “crescer na vida” parecem grandes demais e, um relacionamento parece "dar muito trabalho".
Outras pessoas acabam entrando na lógica de “me amar a ponto de não precisar de mais ninguém”. Essa ideia, porém, é ilusória. Nós nos constituímos a partir do outro, somos feitos para existir em sociedade. Você pode não desejar uma parceria romântica e está tudo bem, não é imperativo que você tenha um relacionamento amoroso. Mas, todos precisamos de pessoas em nossas vidas.
Por vezes, ouvimos discursos como “é suficiente que você se esforce, conquiste seus objetivos e seja a melhor versão de si mesmo que você vai se bastar”. É preciso prestar atenção no que queremos dizer com “se bastar” para não criarmos uma visão distorcida de amor-próprio. Conseguir se amar e estar contente consigo mesmo é sim muito importante. Ao mesmo tempo, precisamos ter relações saudáveis em nossas vidas, sejam elas de cunho amoroso ou não. Não faz bem viver de forma isolada, precisamos compartilhar momentos, angústias, risadas.
Se você sente que tem dificuldade de estabelecer relações amorosas, de amizade ou familiares; ou ainda, se tem bons relacionamentos, mas precisa de ajuda com eles, saiba que a psicoterapia pode te ajudar. Entre em contato comigo, ficarei feliz em te auxiliar.



