Amor, Felicidade e Casamento
- Renata Begosso

- há 1 dia
- 3 min de leitura

É verdade que ideais de amor e felicidade andam entrelaçados para muitas pessoas. A idealização do par perfeito sempre foi vista nas novelas, nos filmes de comédia romântica, nos livros, nas histórias de princesas. Essa narrativa de que só seria possível ser feliz após encontrar “a metade da laranja” foi passada de geração em geração, mas… isso ainda se sustenta nos dias atuais?
Muita coisa mudou ao longo do tempo. O século XX foi palco de intensas transformações sociais e culturais: os métodos contraceptivos, a entrada da mulher no mercado de trabalho, o divórcio, a separação entre amor, sexo e reprodução.
Hoje, casar-se ou estar em um relacionamento estável não são mais os únicos sinônimos de sucesso e felicidade na vida adulta. Não que o amor romântico não seja importante... para muitas pessoas, ele é essencial. No entanto, existem diferentes formas de vivê-lo, contemplando diferentes subjetividades.
Dessa forma, novas alternativas se apresentam: diferentes configurações familiares e de relacionamentos, valorização e priorização da carreira, a decisão de postergar ou de não ter filhos.
E o casamento?

No atual cenário sociocultural, o casamento - antes uma instituição tradicional e de valor inquestionável - passa a ser uma opção a ser escolhida e mantida pelo desejo dos envolvidos de estar juntos.
O que no passado era a única opção, hoje, é uma escolha.
Escolha significa que cada pessoa da parceria teve liberdade e decidiu estar no relacionamento.
Quais desafios podem se apresentar para esses casais?

Antigamente, o casamento era visto como algo sagrado e indissolúvel. Devia-se respeito às famílias dos parceiros, à religião e ao casamento como instituição. Hoje, essa ideia vem se desfazendo e abrindo espaço para casamentos e relacionamentos estáveis que se mantêm pelo amor, pelo desejo de cada um de estar em parceria. Inclusive, muitos casais tomam a decisão de estar em uma parceria romântica de longo prazo sem necessariamente formalizar o casamento.
Esse novo modelo, ao mesmo tempo que traz mais liberdade, pode trazer também, em alguns casos, mais insegurança. Por um lado, você não é obrigado a permanecer em uma relação que não te faz mais feliz. Mas, por outro, vemos pessoas cada vez mais ansiosas com a ideia de que seus relacionamentos amorosos só dependem delas mesmas.
Além disso, é comum que, no início de uma relação, exista um estado de enamoramento em que tudo é muito belo, vivido quase como um estado ilusório. No entanto, conforme o tempo passa e esse estado vai se dissolvendo, podem aparecer conflitos e atritos. Isso pode ser intensificado quando um casal passa a morar junto, levando-os a se depararem com aspectos de seus parceiros que até então não eram percebidos.
Uma vez que cada pessoa foi criada dentro de uma dinâmica familiar com suas particularidades próprias, no encontro de duas pessoas, há o encontro de duas subjetividades diferentes, provenientes de dinâmicas familiares distintas. Podem existir atritos referentes a questões cotidianas, rotina e ritmo do casal, questões financeiras, ciúmes, inseguranças, falta de interesse sexual, expectativas em relação a parceria, entre outras coisas.
Buscar o amor - no sentido romântico - é buscar outra pessoa. Quando nos relacionamos, não estamos diante da metade da laranja, nem da tampa da panela, e sim de outra pessoa, com sua singularidade e suas particularidades. Para que um relacionamento seja duradouro, é preciso abertura para reconhecer o outro e suas diferenças.
Olhar para si próprio, identificando seus desejos e limitações também se faz importante. Além de ajudar a estabelecer uma melhor comunicação como casal, pode te ajudar a refletir o que você espera de um relacionamento.
Se você está em um relacionamento e precisa de ajuda para se comunicar melhor, ajustar expectativas, ou simplesmente vivenciá-lo de uma maneira mais tranquila, entre em contato e saiba como a psicoterapia pode te ajudar, ficarei feliz em te auxiliar.



